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		<title>Bar do Rafa</title>
		<link>http://bardorafa.blog.terra.com.br</link>
		<description>Ensaios, cr&#237;ticas, reflex&#245;es, contos, cr&#244;nicas, poesias... Discu&#231;&#245;es art&#237;sticas: liter&#225;rias, cinematogr&#225;ficas, c&#234;nicas, entre outras.</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
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			<title>Pass&#225;rgada</title>
			<description>Publicarei, aqui, mais um conto falando de Pass&#225;rgada, cujo nome &#233; &#8220;Pass&#225;rgada&#8221;. Este conto ser&#225; publicado pela revista liter&#225;ria da UNESP, n&#227;o agora no m&#234;s de maio, mas sim na edi&#231;&#227;o de agosto, j&#225; que o rapaz aqui foi um pouco demorado na inscri&#231;&#227;o para a sele&#231;&#227;o de textos. Enfim, neste conto apresento uma outra vis&#227;o do que pode ser Pass&#225;rgada.
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Pass&#225;rgada

Amanheceu. Um dia t&#227;o belo esse que come&#231;ou! Diferente de todos os outros de sua vida. Foi com os bra&#231;os ainda levantados e a boca escancarada que Davi viu o sol laranja-amarelado, ainda pela metade, no horizonte. Caminhou para a mesa do caf&#233; da manh&#227;, sua m&#227;e o esperava. Ela ainda usava a camisola branca de quando foi para a cama na noite anterior. -M&#227;e, hoje realizo o meu sonho! A m&#227;e jogou os cabelos grisalhos para o lado virando bruscamente a cabe&#231;a e mostrando a nuca para Davi. Voltou os olhos para a pia e p&#244;s-se a lavar algumas x&#237;caras trincadas para o caf&#233;. -N&#227;o desiste dessa id&#233;ia, n&#227;o &#233;, meu filho? -Como poderia desistir de um sonho? -Seu sonho n&#227;o cabe na nossa realidade, filho, ponha os p&#233;s no ch&#227;o. Foram, estas, as &#250;ltimas palavras trocadas entre os dois antes do breve tchau e do leve beijo de despedida no rosto ainda macio da m&#227;e. No encontro rotineiro com os colegas de trabalho, j&#225; no intervalo para almo&#231;o, deu a not&#237;cia: -Hoje &#8220;vou-me embora pra Pass&#225;rgada&#8221;! -Ainda com essa id&#233;ia, Davi? &#8211; perguntou um dos colegas. -Por que tal desejo? T&#227;o maluco... &#8211; perguntou outro. -L&#225; posso tudo, l&#225; sou amigo do rei. Pass&#225;rgada &#233; a tela... eu sou o pintor. -Desde a escola fala isso, t&#237;nhamos quantos anos? Treze, n&#227;o era? Aquela aula de literatura... Agora j&#225; passa dos quarenta! Desiste da loucura! &#8211; disse outro colega colocando a m&#227;o no ombro de Davi na esperan&#231;a de convenc&#234;-lo com o gesto. -N&#227;o &#233; minha pretens&#227;o desistir... &#8211; tirou a m&#227;o do ombro num gesto brusco, levantou-se da cadeira e partiu para a porta de alum&#237;nio aberta da lanchonete. Correu para a cal&#231;ada. Soltou um grito inaud&#237;vel por causa do vento, cujo apenas este narrador foi capaz de decifrar o significado: &#8220;Vou para Pass&#225;rgada!&#8221;... e atravessou a rua. Era tudo branco, foram seus olhos os que viram o primeiro nascer do sol, os primeiros p&#225;ssaros voando... O c&#233;u ficou azul em Pass&#225;rgada. </description>
			<link>http://bardorafa.blog.terra.com.br/passargada</link>
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			<title>Sonhos FM</title>
			<description>&#34;Sonhos FM&#34; foi publicado pela Editora CBjE em 2007. Adaptei o conto para roteiro, com o intuito de film&#225;-lo em forma de curta-metragem, no entanto, algumas for&#231;as do submundo (aqu&#225;tico) resolveram impedir as filmagens. Em particular, gosto muito deste conto. O interessante &#233; que ele divide opini&#245;es, uns me dizem que ele &#233; uma porcaria, enquanto outros o adoram. 
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&#34;Sonhos FM&#34;
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&#8220;O concurso &#233; esse: A primeira pessoa que ligar para a r&#225;dio Sonhos FM ganhar&#225; uma viagem preparada por nossos patrocinadores com tudo pago!&#8221; &#8211; Pegue o telefone, V&#237;tor! &#8211; T&#225; na m&#227;o! &#8220;Com direito a um acompanhante!&#8221; &#8211; Al&#244;?... r&#225;dio Sonhos FM? Sil&#234;ncio... &#8211; Voc&#234; &#233; o grande ganhador do nosso concurso! Parab&#233;ns! &#8211; &#201;! &#8211; um grito de comemora&#231;&#227;o! &#8211; Qual o lugar que voc&#234; deseja ir?... Diga!... &#8211; Hmm, qualquer lugar? &#8211; Qualquer lugar!... meu amigo! &#8211; Mesmo?! &#8211; Mesmo... &#8211; John! Me diga um lugar para onde iremos &#8211; o telefone tapado com as m&#227;os... Um livro sobre a mesa... &#8211; Pass&#225;rgada! &#8211; Pass&#225;rgada! &#8211; as m&#227;os fora do fone. &#8211; Prepare a bagagem!... meus amigos. A viagem come&#231;ar&#225;! O telefone novamente no gancho. Sil&#234;ncio... &#8211; John! Pass&#225;rgada! &#8211; Vamos preparar as malas! &#8211; O que colocamos nelas?... &#8211; Guloseimas! Chocolate!... Amendoim!... Biscoito!... &#8211; A lasanha da minha m&#227;e!... &#8211; A lasanha da sua m&#227;e! &#8211; Filmes! Desenhos animados! V&#237;deo Games!... &#8211; Brinquedos! Ah, ainda sou um garoto!... Assim, a mala estava pronta... &#8211; V&#237;tor?... onde fica Pass&#225;rgada?! &#8211; N&#227;o sei... mas ouvi falar que &#233; um lugar muito bom. O carro da r&#225;dio chegou para lev&#225;-los. &#8211; Vamos de avi&#227;o? &#8211; N&#227;o, n&#227;o precisamos, este carro pode nos levar at&#233; Pass&#225;rgada! &#201; mais perto que imaginam. &#8211; disse o homem do carro. &#8211; Olhem Pass&#225;rgada ao horizonte! Branco, um horizonte branco como a tela de um quadro esperando pelo pintor... &#8211; Olhe, V&#237;tor! P&#225;ssaros!... &#8211; P&#225;ssaros coloridos!... O sol estava nascendo em Pass&#225;rgada. </description>
			<link>http://bardorafa.blog.terra.com.br/sonhos_fm</link>
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			<title>Um r&#225;pido olhar no espelho</title>
			<description>Chega um momento em que o homem cresce, o cabelo cai, os dias passam e a paci&#234;ncia em cortar os fios de barba j&#225; n&#227;o &#233; a mesma. Nesse momento, em que o homem se olha no espelho, &#233; que ele percebe que j&#225; &#233; um homem, um homem maduro. Mas percebe que &#233; s&#243; por fora. Nunca deixou de ser aquele irrespons&#225;vel e imaturo de sempre. &#201;... n&#227;o era para ser assim. </description>
			<link>http://bardorafa.blog.terra.com.br/um_rapido_olhar_no_espelho</link>
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			<title>O pequenino do Natal</title>
			<description>&#34;O pequenino do Natal&#34; &#233; um conto que escrevi especialmente para a Antologia &#34;Os mais belos textos de Natal&#34;, da Editora CBjE. Al&#233;m de ter sido publicado na antologia, o conto foi o mais lido no site Recanto das Letras (http://www.recantodasletras.com.br), durante as semanas de publica&#231;&#245;es natalinas. Como este conto &#233; um pouco comprido, o publicarei em duas partes, sendo que a segunda parte segue no post seguinte a este.
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&#34;O pequenino do Natal&#34; - Primeira Parte

Era noite; uma noite muito fria, por sinal, diferente das outras noites que aquela cidade tropical passara. Em um canto, perdido na escurid&#227;o, encostado num muro, havia um pacote de pano grande o suficiente para abrigar uma crian&#231;a; e era exatamente isso o que o pacote abrigava, um garoto t&#227;o novinho, que tinha idade apenas para saber falar. Tremia tanto perdido naqueles panos. Dormia debaixo da noite estrelada. Ningu&#233;m havia falado para aquele pobre garoto que a noite era de alegria, aquela era a noite de Natal. Todas as pessoas comemoravam suas festas, unidos com suas fam&#237;lias, agasalhados com suas roupas e satisfeitos com a fartura de comida que serviam. Era alegria para todo mundo, menos para o pobre menino que tremia, sem sonhos, na cal&#231;ada daquela rua deserta. Os olhos do garoto deram tr&#234;s piscadelas quando um carro passou veloz pela rua. Provavelmente era um pai desesperado em chegar a tempo para a ceia de Natal com sua fam&#237;lia. N&#227;o, n&#227;o foi isso o que o garoto pensou, ele nem mesmo deu tanta import&#226;ncia ao carro veloz, o que fez foi se ajeitar na trouxa, uma de suas pernas estava para fora, congelando com o frio desigual que fazia. Com a nuca encostada no ch&#227;o, olhou para o c&#233;u, olhou para as estrelas brilhantes l&#225; no alto. N&#227;o imaginou o que eram e nem para que serviam aqueles pontinhos iluminados, apenas abriu um sorriso para elas, saciando tamanha beleza. Uma estrela l&#225; no alto chamou-lhe a aten&#231;&#227;o, era uma estrela grande e brilhante, parecia, at&#233;, que n&#227;o era estrela, de t&#227;o enorme. Tinha a mesma cor que todas as outras, mas n&#227;o piscava como elas. O menino, que estava com as pernas encolhidas, cobriu o queixo por causa do frio e continuou a olhar aquela estrela. Ela era linda! Ficou tanto tempo olhando-a que n&#227;o percebeu algo estranho: ela estava se mexendo. Mexia-se t&#227;o lentamente que realmente n&#227;o era percept&#237;vel, s&#243; reparou que se movia quando teve que virar a cabe&#231;a para continuar acompanhando-a. Ela est&#225; ficando maior. &#8211; sibilou por entre os dentes, o garoto, come&#231;ando a ficar com medo da estrela. Espremeu-se mais dentro da trouxa e continuou a olhar a estrela A velocidade da estrela tamb&#233;m aumentava. Parecia que esta estava se movendo na dire&#231;&#227;o do garoto. E foi isso o que o garoto imaginou, por isso virou o rosto para o lado e o escondeu entre o pano preso &#224;s m&#227;os. N&#227;o foi muito a coragem, mas sim a curiosidade que o fez olhar novamente para o c&#233;u, em busca da estrela. O que viu fez ele tremer, n&#227;o de frio e sim de medo. A estrela estava com o tamanho de um carro e ca&#237;a do c&#233;u. Estava t&#227;o perto da rua que n&#227;o conseguia mais tirar os olhos dela. &#8220;Aquilo n&#227;o &#233; uma estrela&#8221;, pensou o garoto. N&#227;o levou muito tempo para a bola de luz se aproximar da rua e fazer um pouso desses de avi&#227;o, bem suave. O garoto j&#225; n&#227;o estava mais deitado, estava, agora, sentado, com as costas na parede, abra&#231;ado ao cobertor, querendo entender o que era aquilo. O que era aquela bola de luz que o cegava? As luzes se apagaram. Quando os olhos do menino se acostumaram novamente com a ilumina&#231;&#227;o dos postes, ele viu o que havia na sua frente. Era um homem bem gordo, sentado num ve&#237;culo que ele nunca vira antes, parecia uma carro&#231;a sem rodas, no lugar delas haviam duas grandes t&#225;buas; uma carro&#231;a que n&#227;o era puxada por cavalos e, sim, por uns animais bem estranhos, com chifres em forma de galhos. O homem gordo desceu daquele ve&#237;culo estranho e seguiu na dire&#231;&#227;o do garoto. O menino ainda estava todo encolhido, mas ficara bem mais aliviado em saber que era um homem e n&#227;o uma nave espacial ou coisa parecida (se &#233; que ele j&#225; havia ouvido falar nessas coisas). O homem agachou-se em frente ao garoto e trocou olhares com o pobrezinho. Tinha uma barba comprida e olhos cativantes, que deixaram o garoto bem mais calmo. Como &#233; seu nome? &#8211; perguntou o homem. Eu n&#227;o tenho nome. &#8211; o garoto respondeu com a voz bem baixinha, o que fez o homem se aproximar mais para poder ouvir. O menino come&#231;ou a sentir um agrad&#225;vel calor e soltou a coberta, revelando um corpinho magro dentro de uma regata rasgada; dois bracinhos mi&#250;dos se estendiam daquele corpo fr&#225;gil. Voc&#234; sabe quem eu sou? &#8211; perguntou o mais velho. N&#227;o sei, n&#227;o. Eu sou o Papai Noel, voc&#234; nunca ouviu falar de mim? N&#227;o. Como &#233; poss&#237;vel? Todos neste mundo j&#225; ouviram falar de mim. &#8211; o velho abriu um largo sorriso, parecia intrigado com aquela figura parada na sua frente. &#8211; Qual o presente que voc&#234; deseja ganhar? O garoto apenas olhou o velho, seu rosto magro estava assustado. Era para ele desejar presentes? Nunca ningu&#233;m havia lhe falado isso. Pobre garoto, continuou o velho &#8211; alguma vez voc&#234; j&#225; andou de bicicleta ou j&#225; brincou com carrinhos de brinquedo? O garoto abanou a cabe&#231;a negativamente. O homem ficou parado olhando o menino por um tempo. Voc&#234; tem sonhos, menino? Um ronco saiu da garganta do garoto e uma l&#225;grima escorreu-lhe o rosto. A resposta saiu quase inaud&#237;vel: Sonho com um pai e uma m&#227;e, toda noite. O velho nada falou, ficou im&#243;vel um instante e levantou-se, puxando uma das m&#227;os do menino. Sem a trouxa, revelaram-se duas perninhas tortas, magras como os bra&#231;os, o cal&#231;&#227;o curto chamava a aten&#231;&#227;o para os joelhos bem definidos naquelas perninhas delicadas. Os p&#233;s, descal&#231;os, pareciam que iriam quebrar com cada passo que davam em dire&#231;&#227;o &#224; estranha carro&#231;a. O Papai Noel ergueu o menino pelos bra&#231;os e colocou-o sentado dentro da carro&#231;a. L&#225; havia um banco muito confort&#225;vel. O velho subiu logo em seguida, sentando-se ao lado do menino. Pegou as r&#233;deas. Segure-se firme! &#8211; exclamou o homem barbudo. O menino agarrou o banco com as pequenas m&#227;ozinhas. Vamos! Luzes acenderam como se o sol tivesse nascido, tudo ficou claro como o dia. Os cavalos com galhos na cabe&#231;a come&#231;aram a puxar a carro&#231;a, deram um salto e ela come&#231;ou a voar como m&#225;gica. Voou t&#227;o r&#225;pido quanto um foguete. Sobrevoaram milhares de casas iluminadas. O garoto, inclinado na beirada da carro&#231;a, olhava para baixo maravilhado. S&#227;o estrelas l&#225; embaixo? &#8211; perguntou o menino. N&#227;o, s&#227;o as luzes das casas. 
Continua no post&#160;abaixo:</description>
			<link>http://bardorafa.blog.terra.com.br/o_pequenino_do_natal</link>
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			<title>O pequenino do Natal - Segunda Parte</title>
			<description>Os dois voaram por muito tempo, planaram por lugares diferentes, passaram por florestas, por rochedos, por pr&#233;dios, por casas, por rios. O velho sempre concentrado em guiar os animais em meio a escurid&#227;o e o garoto sempre admirado com o v&#244;o. Hoje &#233; a sua vez de ganhar um presente. &#8211; disse o velho &#8211; As pessoas sempre ganharam presentes e nunca valorizaram, tiveram fam&#237;lias, tiveram aconchego, fartura... Os olhos do menino fitaram os olhos do Papai Noel, n&#227;o entendia muito o que o velho falava, mas sabia que eram coisas boas e gostava de escut&#225;-lo. Viajaram a noite toda, o garoto dormiu no aconchegante banco do ve&#237;culo, era t&#227;o macio, nunca dormira em um lugar t&#227;o bom antes. Deitou a cabe&#231;a no colo no homem. Quando o dia j&#225; clareava, o Papai Noel fez uma manobra com a carro&#231;a, pousando-a em frente a uma casa de madeira, muito grande. A casa estava envolta por neve e uma enorme floresta de pinheiros. Menino, acorde, chegamos. &#8211; disse o Papai Noel. Quando o garoto tocou o ch&#227;o, uma turma de crian&#231;as como ele apareceram correndo na dire&#231;&#227;o dele e do velho. Gritavam &#8220;papai&#8221;. Abra&#231;aram os dois, o velho e o menino, e os levaram para dentro da casa. Era enorme a sala de entrada, havia muita crian&#231;ada e, tamb&#233;m, uma aconchegante lareira. Uma senhora se aproximou dos dois. Bom dia, querido. &#8211; disse ao velho beijando-o no rosto. A senhora segurou a m&#227;o do menino e falou suavemente: Venha comigo, menino, voc&#234; deve estar com muito frio, vou lev&#225;-lo para tomar um banho quente e se agasalhar. O menino tremia pelo frio, mas n&#227;o reparava muito nisso, estava vidrado com tudo o que via: crian&#231;as por toda parte, brinquedos de todos os tipos, mesas fartas de comida... Seguiu a senhora. O dia que o garoto teve foi maravilhoso, vestia roupas agrad&#225;veis, sentia-se limpo pela primeira vez, brincara com as crian&#231;as, comera tanta coisa deliciosa. Teve toda a aten&#231;&#227;o do velho e da Mam&#227;e Noel. De noite, depois de o Papai Noel ter sa&#237;do para mais uma noite de trabalho, a Mam&#227;e Noel levou o menino para cama. Mam&#227;e, todo dia &#233; Natal? Para n&#243;s, sim, querido... &#8211; falou a senhora cobrindo o garoto com um confort&#225;vel cobertor. &#8211; Agora durma, porque amanh&#227; voc&#234; receber&#225; o melhor presente de sua vida... &#8211; sorriu para o menino &#8211; um nome. O menino adormeceu como nunca antes. Adormecera para nascer o dia seguinte para sua nova fam&#237;lia. Fora isso o que sonhara todas essas noites. Boa noite e um Feliz Natal, menino. </description>
			<link>http://bardorafa.blog.terra.com.br/o_pequenino_do_natal_segunda_parte</link>
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